Categoria: Banco Central – BC
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Pix consolida liderança nos pagamentos digitais e projeta novas evoluções até 2030
- R$35 trilhões movimentados em 2025: quase 80 bilhões de transações realizadas ao longo do ano.
- 148 milhões de pessoas utilizaram o Pix: o sistema alcançou ampla adesão da população brasileira.
- 12,8 milhões de empresas usuárias: o Pix se consolidou como instrumento relevante para negócios de todos os portes.
- Mais de 920 milhões de chaves cadastradas: expansão contínua da infraestrutura e da base de usuários.
- Novas funcionalidades e mais segurança: Pix Automático, Pix por aproximação, integração com Open Finance e aprimoramentos do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Painel Descobrimento é cedido para exposição no Museu Nacional da China
O painel Descobrimento ao Instituto Portinari foi cedido para integrar a exposição O Brasil de Portinari, que está em cartaz no Museu Nacional da China, em Pequim, até 10 de outubro de 2026. A mostra constitui um dos principais eixos do Ano da Cultura e Turismo Brasil–China 2026, iniciativa voltada ao fortalecimento do intercâmbio cultural entre os dois países.
A exposição é a maior já realizada sobre o artista na Ásia. Trata-se de uma mostra de grande escala — artística, tecnológica e diplomática — reunindo cerca de 60 obras originais provenientes de importantes acervos institucionais, como os do Ministério das Relações Exteriores, do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
O conjunto apresenta uma ampla visão do Brasil, retratando o povo, o trabalho, as festas populares, a cultura, bem como aspectos sociais e históricos do país. Além do conjunto de obras, a exposição conta com uma experiência digital imersiva, com projeções em grande formato, concebidas por Marcello Dantas, responsável também pela curadoria do novo Museu de Valores.
A mostra O Brasil de Portinari reúne, em um único evento de grande relevância internacional, obras emblemáticas do artista que retratam a formação histórica, social e cultural do Brasil. A presença do painel Descobrimento na mostra amplia a visibilidade do acervo artístico do Banco Central do Brasil e reafirma o compromisso da instituição com a preservação e a difusão do patrimônio cultural brasileiro, além de contribuir para a projeção internacional da arte brasileira.
A obra
O painel Descobrimento (1956), de Candido Portinari, destaca-se por sua relevância artística e histórica. Na obra, a chegada das embarcações portuguesas é apresentada sob a perspectiva dos povos indígenas, que ocupam o primeiro plano da composição. Ao conferir destaque a esses personagens, o quadro oferece uma abordagem que difere das representações convencionais, geralmente centradas nos portugueses.
A obra integra o conjunto, pertencente ao acervo do Museu de Valores, de 12 painéis da coleção Cenas Brasileiras em que Portinari aborda temas relacionados à história e à formação da identidade brasileira.
Museu
O Museu Nacional da China, um dos maiores e mais relevantes museus do mundo, recebe anualmente mais de 7 milhões de visitantes. Nesse contexto, a organização estima um público aproximado de 4 milhões de visitantes ao longo dos quatro meses de exibição, o que garante ampla visibilidade internacional ao acervo do Banco Central.
A cessão da obra não implicou ônus para o BC, sendo todas as despesas custeadas pelo projeto da exposição. O transporte e o manuseio foram realizados por empresa especializada em logística internacional de obras de arte, com cobertura de seguro do tipo “all risks” durante todo o período da cessão. A chefe do Museu de Valores, Karla Valente, viajou para acompanhar a montagem da exposição, a convite do projeto.
Fonte: BC
Pesquisa da OCDE avalia conhecimentos e hábitos financeiros dos brasileiros
Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avalia o letramento, a inclusão e o bem-estar financeiro. Os resultados do levantamento, iniciado em 29 de junho e com término previsto para 7 de agosto, servirão de insumo para aprimorar políticas públicas e iniciativas de educação financeira no país.
A pesquisa é importante porque avalia, de maneira estruturada, diversos temas relacionados à inclusão e ao letramento financeiro da população, como conhecimento, comportamento, atitudes e bem-estar financeiro. Isso permite identificar as reais necessidades e lacunas sobre esses temas na sociedade, além de possibilitar a definição de públicos-alvo prioritários para intervenções de educação financeira mais efetivas.
Ressalte-se que o letramento financeiro é o desenvolvimento de consciência, conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos necessários para a tomada de decisões financeiras conscientes, em prol do bem-estar financeiro de um indivíduo.
Feita sob supervisão técnica do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o apoio da B3, trata-se de uma nova edição da pesquisa realizada em 2015, 2020 e 2023. O objetivo central da iniciativa é compreender como as pessoas lidam com o dinheiro no cotidiano, como organizam suas finanças e de que forma tomam decisões sobre o uso de produtos e serviços financeiros.
A pesquisa
A avaliação será baseada em ferramenta de pesquisa desenvolvida pela Rede Internacional de Educação Financeira (Infe, em inglês), da OCDE. O esforço é coordenado em estreita colaboração com seus países-membros, inclusive do Brasil. O resultado é o Toolkit OCDE/INFE para medição do letramento, inclusão e bem-estar financeiros.
Trata-se de um questionário bastante abrangente, abordando, além dos temas já citados, letramento financeiro digital, resiliência financeira, conhecimento e uso de produtos e serviços financeiros, incidência de golpes e fraudes e finanças sustentáveis. A pesquisa é aplicada com amostras representativas das populações de cada país que voluntariamente tenha aderido à aplicação do Toolkit.
Metodologia
Nesta edição, o público-alvo compreende respondentes entre 18 e 79 anos de idade, com uma amostra que abrange estados e cidades em todas as regiões do Brasil. A coleta de dados no país será feita com dois mil respondentes.
A participação é totalmente voluntária e as respostas são confidenciais. O questionário é aplicado por um(a) entrevistador(a) da empresa de pesquisa CP2. Para fins exclusivos de controle de qualidade, as entrevistas são gravadas em áudio, sem a identificação do(a) respondente. Importante destacar que não são oferecidos brindes ou incentivos financeiros pela participação.
Segurança
O BC reforça que, em conformidade com protocolos de segurança, jamais serão solicitadas senhas ou números de conta durante a entrevista, nem serão oferecidos produtos ou serviços financeiros.
Ao final do questionário, são solicitadas as seguintes informações pessoais:
- nome;
- telefone;
- e-mail;
- endereço;
- data de nascimento;
- CPF;
- nome completo da mãe.
Os dados acima serão utilizados em análises estatísticas agregadas, ou seja, as informações serão misturadas com as de outras pessoas para compreender a situação do grupo e produzir informações como médias e porcentagens, e não para analisar pessoas individualmente. Esses dados são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Confirmação de veracidade
Cidadãos que desejarem confirmar a autenticidade da pesquisa podem entrar em contato com os canais oficiais:
- CP2, pelo telefone (31) 3071-8400;
- BC, pelo telefone 145 ou pelo site bcb.gov.br/cidadaniafinanceira;
CVM, pelo telefone 0800-025-9666 ou pelo site gov.br/investidor.
Fonte: BC
Ecossistema de duplicatas escriturais: títulos de crédito passarão a ser negociados em formato digital
Pix por aproximação ganha mais flexibilidade e deixa de ter teto fixo de R$500
Pix recebe registro de marca de alto renome

Fonte: BC
Mais eficiência nos pagamentos com o uso do Open Finance

Fonte: BC
Educação financeira é central para ampliar autonomia da população
Fonte: BC
BC divulga IBCR com dados de mais quatro estados
Produzido pelo Banco Central (BC), o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) ganhou maior abrangência. Divulgado nesta quarta-feira (20), o indicador passa a contar com os dados de mais quatro estados: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Acesse as informações aqui.
Com a inclusão dessas unidades da federação, o IBCR amplia sua cobertura para um total de dezessete estados. São eles: AM, PA, BA, CE, PE, ES, MG, RJ, SP, PR, RS, SC e GO, além dos ‘novatos’ MA, MT, MS e RN.
Ricardo Sabbadini, Chefe do Departamento Econômico do BC, explica a importância de se ter um maior número de estados abrangidos pelo IBCR. “A ampliação da cobertura regional é um objetivo contínuo, na medida em que aumenta a representatividade e o alcance analítico do índice”, disse.
Segundo ele, a inclusão de mais quatro estados no cálculo do IBCR decorreu da ampliação da disponibilidade de dados primários com abertura por unidade da federação, em especial os produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que permitiu reavaliar a viabilidade do cálculo do indicador para esses estados.
Auxílio
De acordo com Ricardo Sabbadini, o IBCR auxilia o BC na análise da conjuntura econômica brasileira, fornece informações sobre flutuações econômicas das regiões e contribui para o melhor entendimento da evolução da atividade em todo o país.
“O IBCR é um indicador voltado ao acompanhamento mais frequente e tempestivo do desempenho da economia. Ele funciona como um ‘termômetro’ da atividade das regiões e dos estados, ao consolidar, com periodicidade mensal, informações dos diferentes setores, como agropecuária, indústria e serviços, característica que permite uma leitura mais ágil das mudanças no ritmo da economia”, disse Ricardo Sabbadini, Chefe do Departamento Econômico do Banco Central.
Sabbadini reforça que, ao mesmo tempo que o IBCR se destaca como instrumento para monitoramento conjuntural – em conjunto com outro índice desenvolvido pelo BC, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br) –, ele contribui para a análise integrada da economia nacional e das dinâmicas específicas das diferentes regiões e estados.
Análise detalhada
O propósito do IBCR é oferecer uma visão abrangente e tempestiva da atividade econômica com um foco regional.
Mensalmente, o índice sintetiza, para cada região ou unidade da federação analisada, informações de diferentes setores (agropecuária, indústria e serviços), fornecendo uma visão agregada da economia.
Os primeiros indicadores regionais começaram a ser publicados em 2009, com séries iniciando em 2003. Atualmente, o IBCR é disponibilizado para as cinco regiões (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste) e, a partir dos dados publicados nesta quarta-feira (20/5), também para dezessete estados do país.
Público-alvo
A divulgação do IBCR e do IBC-Br atende a diferentes públicos interessados em acompanhar a economia nacional e sua dinâmica regional. Entre eles estão governos e formuladores de políticas públicas, investidores e instituições financeiras, jornalistas e comunicadores, acadêmicos e pesquisadores, professores e educadores, além da sociedade em geral.

Mão na massa
A elaboração do índice é realizada por servidores do Departamento Econômico (Depec) do BC; são profissionais de diferentes formações, como economistas e engenheiros, lotados na Sede e nas representações regionais do banco.
Os dados, provenientes de diversas instituições, especialmente do IBGE, passam por um processo de análise e tratamento. Em seguida, é realizada a etapa de agregação, conforme metodologia desenvolvida pela equipe com base no Sistema de Contas Nacionais do IBGE. Por fim, o IBCR é divulgado no site do BC entre 45 e 60 dias após o fim do mês de referência.
Boletim Regional
O IBCR é um dos indicadores mais importantes do Boletim Regional, publicação do BC voltada à análise da conjuntura macroeconômica doméstica em nível regional, que traz dados sobre atividade econômica, mercado de trabalho, crédito, balança comercial e inflação.
De periodicidade anual, a publicação com a análise dos dados de 2025 também será disponibilizada agora em maio, e um de seus boxes será “IBCR: inclusão de quatro novas Unidades da Federação e revisão metodológica”. Saiba mais aqui.
Fonte: BC